segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Meu papai é noel!

Hoje foi um dia de caridades. Meu pai, com sua certa tradição em festas para o povo aqui no meu bairro, resolveu ajudar na organização de mais uma, só que dessa vez no natal. Não tão comum e conhecida quanto a que ele faz há 12 anos em outubro, mês das crianças, mas tão alegre quanto.

Uma festinha que aconteceu na praça principal do bairro, com direito a sorvete, balão pula-pula, piscina de bolinha, mágico e é claro, ELE, o porco capitalista, digo, o papai noel.

Foi divertido e emocionante a alegria da criançada correndo atrás do carro. Meu pai, na caçamba, meu vô, por coincidência ou ironia do destino, são-paulino, guiando a caminhonete e eu com MEU (haha) carro atrás, levando minha vó e minha irmã a caminho da praça.

Assim que a criançada viu a caminhonete com o meu pai em cima, vestido de papai noel, já entraram em desespero. E começaram a gritar pelo papai noel, e correr em volta da praça seguindo o carro.

Tudo corria bem até que EXATAMENTE quando paramos o carro, murphy e são pedro entraram em ação. O pé d'agua veio com tudo. E a criançada se escondendo embaixo do toldo do ponto de ônibus, ou do escorregador ou no supermercado.

Acabamos voltando pra casa pra esperar a chuva passar e infelizmente uma boa parte da mulecada foi embora, porque depois que voltamos, uns 20 ou 30 minutos mais tarde, havia menas menos crianças O que não estragou nem um pouco a festa deles, nem a nossa. Quem foi embora, brincou o dia inteiro, tomou sorvete, e só ficou mesmo sem o abraço e o presente (balas e doces) do papai noel.

E até deve ter sido melhor, porque vocês tinham de ver a loucura que foi, com umas 40 crianças. Ficamos imaginando como seria com as mais de duzentas crianças que estavam mais cedo na praça.

Infelizmente a chuva espanta mesmo, porque tinha muitos pais e mães com crianças de colo, ou mães com medo que o filho pegue resfriado, e ainda que umas duas horas antes desse dilúvio, já tinha começado uma garoa passageira de pingos fortes, que já mandou uma parte pra casa!

Sem mais detalhes, o que ficou marcado pra mim hoje, é que o papai noel realmente existe. Na cabeça daquelas crianças e de todas outras, o papai noel é um puta de um ídolo mesmo, ícone de esperança e felicidade, em crianças humildes, simples e felizes com um sorriso sincero estampado no rosto.

Me senti na propaganda da master card. Principalmente quando o menino da terceira foto queria só um beijo do papai noel. Não teve preço!