quinta-feira, 17 de abril de 2008

O mundo ainda tem jeito. Ah, se tem jeito...

Hoje está sendo um dia feliz pra mim. Uma chuva fina cai sobre a cidade, umidade por todos os lados, friozinho que remete ao inverno. Vontade de ficar um pouco mais na cama, vontade de tomar um mocaccino megavaporizado e ficar à toa. Mas fica só na vontade. Então o que tem de bom? O que vou contar parece replay. Mas não é.

Como o povo daqui já deve estar cansado de saber, sempre fiz questão de comprar material original de coisas na qual tenho uma... afeição? Problema é quando essas coisas não estão ao nosso alcance. Mas algumas dessas coisas, acabam caindo em nossas mãos, enviadas por anjos vestido de amarelo e boné azul, que tem que fugir de cachorros e aturar gente mal educada.
Meio dia, como de costume, tenho que abrir a caixa de correios, separar correspondências, contas, periódicos, amostras, cartas do Japão... Hey! Japão? Sim! Um envelope pardo, com endereço de remetente quase impronunciável! Já devem prever o que era.

Lembram que comentei que existem algumas bandas que eu adoro e é impossível comprar um álbum deles? De que quando se GOSTA de uma banda, fazemos questão de ter o álbum original, o encarte, analisar todo ele, o cd, e tudo isso? Já tive essa experiência com ganhar um álbum do Zebrahead, que a Carol me deu. Meu primeiro deles, faltam uns 5 e vou completar a discografia.

Aí que a Senhora Jéssica Shimokawa me mandou lááá de Maebashi no Japão um cd de uma banda que nem sonha que tem gente aqui no Brasil que conhece o som deles. Coisa garimpada, difícil de achar. Mas estou com ele aqui na minha mão, orgulhoso, feliz e maravilhado de como sem querer, por peças dos rumos que tomamos em nossas vidas, nos trombamos com gente que surge no msn numa noite qualquer, e de um dia pro outro faz com que conheçamos alguém com um caráter e personalidade inimagináveis.


Não pense que estou assim por ter ganho o álbum em si. Mas ao nos depararmos com atitudes como essa, sem interesses, o que menos me importa é o valor material da coisa, mas a atitude de uma pessoa que conseguiu deixar a outra feliz em uma tarde chuvosa, fria e monótona de trabalho, onde não esperava mais que talvez um cafézinho de agrado enquanto remexo no Corel. Mas isso não vai ficar só por hoje. Só não vou sair mostrando ele pra todo mundo por aí porque vai ficar guardado em local intocável para estranhos. Estranhos = qualquer pessoa sem ser eu.

Alguns de nossos leitores podem estar pensando "ta, e daí?". Quero que vocês se fodam. Venho por essa postagem compartilhar com vocês de como é bom fazer/receber um agrado às pessoas que você se relaciona. Não precisa ser material. Pode ser um abraço, um elogio. Mas de verdade, sem ter nada por trás, o legal é o inesperado. Aposto que a dona Shimoshimo está mais satisfeita que eu. Mas tudo bem, sou vingativo. Sim, o Julian é um pouco bastante coração de pedra, mas tem horas que não dá pra escapar. Esse é um momento raro, fato.

Fotografei com minha webcam imagens do cd. Quero mostrar pra vocês:


capa.

cd.

misterioso texto nipônico.

asdsad.



Pra quem não conhece o som deles, vou por o cd pra download. Baixe, não sou contra downloads via internet. Eu tenho o original. haha


E a comunidade deles no orkut é minha também:



Ah se todo mundo fosse assim né?
Começando por eu...