terça-feira, 8 de abril de 2008

Rezzenha!

Antes de mais nada, mais uma vez obrigado pelos parabéns. Vinte anos. Escrever vinte, parece soar "menos pior". Já me assustei com meu novo perfil ali. "Bruno Dookie, 20 anos", Jesus.


E justo hoje, indo trabalhar, passei bem na frente de uma escola que tem seu recreio (intervalo) na rua(sim, isso é possível em são paulo), e vi a criançada comendo trakinas com toddynho, batendo figurinhas, ouvindo ipod's, enquanto eu pensava apenas que estava no ônibus indo trabalhar. Mas esse é assunto para um outro post, quero falar agora sobre o show do ozzy, no último sábado.

Saí de casa em cima da hora. Há um bom tempo não me preocupo em ficar esperando o show que nem tonto, por isso não saio mais cedo de casa. Fora que eu não ia de pista mesmo, e a previsão (a minha previsão) era que não fosse tanta gente como no show do Iron Maiden. Entrei no estádio exatamente 19e29, arquibancada bem mais tranquila. Procurava um lugar, sem dificuldades para respirar, diferente do show do iron, enquanto começava a introdução da música de abertura do Black Label Society, banda de Zakk Wylde, guitarrista preferido de Ozzy Osbourne.

O show foi maneiro, boas guitarras, uns pianinhos legais, mas faltou tocar a única música que eu conhecia.

Logo em seguida, começou aquilo que eu chamo de pior show de abertura que eu já vi e ouvi em toda a minha vida. E olha que já vi coisas bem chatinhas por aí, tipo aquele afroreggae que abriu pros Stones em 2006. Estou falando de Korn. Puta coisa chata. Já conhecia umas "músicas" deles, e o show foi pior ainda. Sonoridade, presença de palco, feeling, tudo nota zero. Medonho. Estou pouco me importando se algum leitor desse blog gosta, minha opinião para a música é tão significante quanto o pelé opinando por aí. É só questão de gosto mesmo. Mas que foi ruim, foi. Aliás, dizem que há pesquisas para descobrir bandas que combinem com o artista principal, e que atraiam o mesmo público. Realmente foi uma surpresa ver a galera cantando várias músicas na arquibancada. Só não foi surpresa ver que esses mesmos sequer conheciam crazy train, ou bark at the moon. Pela cara de sono, não conheciam.

O momento mais esperado da noite:


Ozzy, diferente de todos os outros artistas que já tinha visto ao vivo, conseguiu fazer a galera delirar apenas com sua voz, ainda atrás dos palcos, o velho soltou uns "ô O ô ô O", num ritmo que seria para nós, o "olê, olê olê olê..." e a galera OZZÊÊEEEEEEEEEEE....OZZÊEEEEEEE.

Outra coisa que espero de um grande espetáculo, são cenas inusitadas. Sugiro que assistam o vídeo de abertura do show, onde Ozzy aparece em várias cenas famosas, como Borat, Piratas do Caribe, segundas intenções, e até aquele clipe que ficou famoso na internet pela dança irreverente naquelas esteiras de academia. Veja o vídeo aqui. Muito engraçado

Logo no início do show, dava pra notar a energia que estava o velho. Velho que deve ter mais pique que muita banda nova por aí. A música de abertura, "I don't wanna stop", um dos temas de Black Rain, não empolgou tanto quanto a segunda, que realmente levou a multidão ao delírio, bark at the moon, febre de quando Ozzy veio ao Brasil em 1995, na monsters of rock, que também trouxe naquele ano Faith no More e Alice Cooper.

Em seguida, ozzy agarrou uma bandeira do Brasil, e anunciou Mr.Crowley, com sua belíssima e nostálgica introdução no teclado.

Um dos maiores "Frontmans" do mundo, Ozzy anunciou uma música de seu novo disco, not going away, que me agradou tanto quanto "here for you", também do novo cd.
Na sequencia ozzy perguntou algo como: "Would you like me to play some Black Sabbath?", e deu-se início a War Pigs, seguida de, Road to nowhere, quando ozzy, com uma bandeira brasileira anunciava CRAZY TRAAAAAAIN. O momento mais esperado da noite pra mim, era ouvir essa maravilhosa introdução. Uma pena que o som estava meio estranho justamente nessa música. E eu mal reconheci seus primeiros acordes, e só sabia qual música tava tocando pelo aviso prévio do Ozzy.

Mais Black Sabbath rolou, Iron man, típica música que não gosto tanto, mas que de ouvir ao vivo, você sente outra coisa, logo após, I don't know, música inclusive que o Green day já fez cover, e por meio segundo, num trecho da música, pensei, oras, o que o Ozzy ta fazendo cantando green day? Hahhaauah.


O momento crucial estava chegando, as duas músicas finais. Mama I'm coming home, e Paranoid. Antes só um comentário sobre a platéia. Muito bonita como sempre. Aliás se tem uma coisa legal de não ir na pista, é ver a pista de cima. Realmente espetacular. Outra coisa legal eram os chifrinhos de diabo que tava vendendo (ou distruibuindo?) lá fora. Piscava e dava um efeito bem bacana nas arquibancadas. A "ola" também deu seu show, parecia muito mais bonita que o normal. Mas minha indagação fica por conta da geração celular. Havia algo mais bonito do que ver 40 mil pessoas com isqueiros pro alto, em músicas lentas? Agora no meio desses isqueiros, você vê um negócio azul e luminoso chamado celular. A propósito, alguma pessoa com o olhar empreendedor por aqui, crie um aplicativo no celular pra se ter cor de "fogo" ou algo como "nokia-fire". Seria bacana, e o efeito isqueiro nos shows nao ficaria extinto. Ou melhor, abram uma barraca do isqueiro para vender antes dos shows, que tal?

Mama I'm coming home foi F-A-T-A-L. Que música foda. Mais foda ainda ao vivo. O solo perfeito, a melodia da introdução, o vocal do mago, a galera berrando. Mais foda ainda foi ter isso tudo e ainda ter paranoid de "bônus". O clássico dos clássicos que fala por si só. E junto dela, como o estádio tremeeeeuuuu. Juro. Tive medo.

Whitesnake me espera.