sexta-feira, 25 de abril de 2008

Será só lenda?

Não é um vício, nem uma compulsão.

Mas realmente me faz bem estalar as juntas dos dedos. Dá uma sensação de maior mobilidade para meus dedos. Parece que se eu não os estalar, vão ficar... atrofiados? E não se prende só aos dedos. Estalar o pescoço, ali atrás na espinha, é bom demais. Tornozelo, pulsos, enfim. Achei um vídeo no youtube de um cara que avacalha com isso. Muito mais alto que os meus estalos:




Mas tem gente que diz que praticar isso, faz mal. E aí? Papo de velho ou realmente fato?

Pra acabar com a dúvida, fiz uma pesquisa pra ver se achava algum material sobre o assunto, e aqui a resposta:

"Depende! Estalos ocasionais ou espontâneos, como costuma acontecer nos pés e tornozelos depois de levantarmos da cama, são inócuos. Mas se forem repetidos com freqüência, aumentam a produção do líquido interno das juntas, o que pode causar engrossamento, dor e perda de flexibilidade, afirma o dr. Isidio Calich, da Faculdade de Medicina da USP. Conforme o tipo de estalo, pode provocar também sérios danos nos tendões e na cartilagem que recobre a extremidade dos ossos. Existem dois tipos de estalo. O primeiro ocorre quando esticamos a junta puxando um dedo, por exemplo. Isso gera uma espécie de vácuo que faz o líquido no interior das juntas se movimentar com violência, daí o ruído. O outro tipo é quando dobramos a articulação. Nesse caso, o estalo se deve ao atrito entre as cartilagens dos ossos como quando apertamos os dedos contra a palma da mão ou, então, ao contato do tendão com alguma saliência óssea ao girar o tornozelo, por exemplo. A princípio, todas as juntas do corpo podem ser estaladas, mas não vale a pena tentar comprovar isso na prática.

1. Em uma articulação, as pontas dos ossos são recobertas por uma cartilagem protetora. Entre elas, fica a cápsula articular

2. No interior da cápsula está o líquido sinuvial. Estalar a articulação estimula a produção desse líquido, fazendo a cápsula inchar e a junta engrossar"


Fonte: Revista Superinteressante 162, matéria de Andrews Vieira.


E agora, o que fazer?