terça-feira, 27 de maio de 2008

Primeiro brasileiro em Marte

Wow! Essa semana foi de grande tensão na comunidade científica e entusiastas.
Depois de cerca de dez meses de viagem, a sonda Phoenix pousou anteontem em Marte, primeira missão que vai ao planeta em busca de água e compostos orgânicos.

Anos pra cá, a NASA teve muitos gastos cortados pelo governo, e começou a fabricar instrumentos de custo inferior. Pra isso, aqueles balões que amortecem a queda e mantém a integridade das sondas, foram eliminados. Trocados por pára-quedas, as missões se tornaram mais arriscadas e perigosas, em vista que a aterrisagem e bom funcionamento da spacecraft poderiam ser comprometidos.
Mas deu tudo certo, dia 25 de maio a nave entrou em órbita e o aterrisador cortou a atmosfera marciana até atingir o solo, próximo ao Pólo Norte do planeta.

Com a Phoenix em território marciano, agora temos três equipamentos trazendo análises do solo, atmosfera, radiação e características do planeta, são elas a dupla gêmea Spirit e Opportunity (roovers/jipes) e a estática Phoenix (pois é, enquanto as duas têm rodinhas e andam, a Phoenix não se locomoverá, pelo fato de equipamentos que leva).

Pra que encontrar água? Ora, tendo água e moléculas orgânicas, é meio passo para se obter vida, facilitando a viagem humana para lá (que poderia transformar componentes em água e oxigênio) e para finalmente provar que já houve vida de forma microbiana no planeta. Isso além, claro, de confirmar a existência de rios num Marte antigo, já que muito se foi falado acerca dos grandes leitos secos encontrados por lá. Para buscar isso, o robô tem até um minilaboratório contando com um aquecedor, que poderá descongelar e desprender as moléculas que se encontram em rochas.

Porém, é difícil se comunicar com o planeta. Pela distância, ao calcularmos a velocidade da luz, duraria cerca de 6 minutos para enviarmos e recebermos um sinal de retorno. Por isso, foram divulgadas a mídia apenas algumas poucas informações da missão, que está começando seu trabalho que irá durar cerca de 3 meses. A princípio, apenas imagens de baixa resolução, mas de tirar o fôlego:






E o que o brasileiro do título tem a ver com isso? Todo o programa Phoenix é dirigido por um brasileiro, o Ramon de Paula, funcionário da NASA.

Estou ansioso para recebermos notícias dessa pesquisa. Se sair algo grandioso, vou continuar informando por aqui.

Quem quiser saber mais sobre a missão, confira a fonte dessa matéria (site oficial da missão), obviamente, em inglês
http://phoenix.lpl.arizona.edu/