terça-feira, 9 de setembro de 2008

Gas festival - Bad religion

Como de costume, vou comentar sobre mais um show que estive. Bad Religion, no gás festival sábado. Antes de mais nada, quero pedir desculpas para toda a galera que não conseguiu acessar o blog pelo pudimdebeterraba.com.br esses dias. Eu fiquei muito estressado, mas tudo bem, já passou, e também, acontece com todos os sites. Caso aconteça isso outra vez, entrem pelo blogspot, pois ainda não estamos definitivamente instalados no domínio, por conta de alguns atrasos no nosso novo layout, e também por nosso perfeccionismo excessivo, o mesmo ainda não foi 100% definido.

Voltando. Eu não tenho o perfil de quem critica tudo que é feito por grandes empresas e etc. O tipo do cara que reclama de tudo, só pra dar uma de falastrão, mas não posso deixar passar a minha indignação com a comida do evento. Pow, não vou em show pra comer, mas tava em jejum, porque sábado não parei pra nada. Lembro que outro gas festival que fui, era uns lanches naturais saborosos, e práticos, tudo bem que um pouco caro, mas quem está disposto a ir em festivais assim já tem de pensar em tirar a mão do bolso. Esse ano, a sadia, que deve ter feito uma parceria muito mal pensada, pra só vender hot pocket's. Sim, esse negócio congelado e sem gosto que você encontra nos supermercados. Eu estranhei que a fila daquilo tava maior que o normal, e o aglomerado de gente também, enquanto a fila do refrigerante tava tranquila, e pensei: "não é possível que a galera esteja com tanta fome hoje".

E até faz sentido, um evento de 12 horas de duração, a galera querer comer algo leve, prático ou pelo menos ter uma variedade legal. E o pior de tudo né, vender pra um público de 20 ou 30 mil pessoas, uma comida que passa pelo microondas antes de ser entregue ao consumidor. Piada. Eu juro que um amigo demorou mais de 30 minutos pra conseguir seu lanche, num balcão totalmente mal organizado. Por sorte, achei uma outra cabine da sadia, escondida pra caramba, que vendia lanche de peru ou mortadela. Recorri a essa porque sábado eu estava péssimo do estômago pra comer esses congelados, mas ainda assim, me dei mal, o pão de tão duro, deveria ser amanhecido, com certeza, ou seja, comi muito só pra não ficar sem comer mesmo.

(palco totalmente excelente em formato de máquina de refrigerante)


O que falar do Charlie Brown, e do chorão, que se acha o líder de banda mais cool do mundo?
Santo Deus, como é mala. Por sorte eu cheguei na chácara do jóquei já com mais da metade do show deles, porque descobri que ao vivo, esse mala, metido a mano, é pior ainda. Falando em sonhos, vida, skate e etc, acha que é o fodão pra agradar a galera. O legal foi ver seu microfone ser cortado hahahhaha. Isso mesmo. Quando faltava uns 10 minutos pra acabar o show, alguém deve ter avisado pra agilizar e não atrasar as outras programações, e aí o cara começou com seu showzinho particular. "Tão falando que a gente só tem 5 minutos mas queremos tocar mais 5 músicas pra vocês caralho porra. Skate é atitude, é vida, liberdade, não deixe o mar te engolir".

Ok. Pelo menos eu ouvi proibida pra mim, que sempre achei um Hit maneirinho dos caras. Mas aí, depois de proibida pra mim, ele começou com mais discursos, falando que não iam sair e tchurum, cortaram o som do microfone dele ahuhauahu. Aí o bobão, "desafiando o capitalismo" continuou falando, e gesticulando, como se todo mundo estivesse escutando, e a produção, não contente, cortou o telão também ahuhauhuauhauh (que por sinal estava muito nítido, numa ótima altura, perfeito).

Bom, logo após crises de riso, foi hora de ver bob burnquist dando um looping. Achei um pouco forçado ele não conseguir de primeira, porque na primeira tentativa ele caiu de forma estranha, já não tinha o que errar ali.

Na segunda acho que ele não conseguiu mesmo, e só na terceira, acho que pra criar aquela expectativa no povão, ele conseguiu. Todos felizes, e o show da pitty é anunciado. Hora de descer pro outro ambiente mais uma vez onde fiquei até esperar o show do Bad Religion.

Acho totalmente excelente festivais no Brasil. Tim festival, claro que é rock, agora o gas, antes tinha o da SKOL que trazia umas bandas de rock também. Um festival mineiro vai trazer o offspring e por aí vai. É uma boa forma pra galera ver tantas atrações a um preço acessível. 30 reais a meia entrada, e nem pediam carteirinha na hora de entrar, facilitando para os não estudantes que apenas tem um sobrinho que estuda. Fora o fato de ter mais bandas internacionais no Brasil. Foi muito bom o gas ter trazido o bad religion. Por mais que tenha parecido "coca cola estudio, logica zero, bad religion com charlie brown, pitty e strike", está de muito bom tamanho.

O Show:



Greg estava meio desanimado, tocando uma música atrás da outra sem muita conversa e sem o mesmo "brilho" do outro show que vi no credicard hall (o legal de ver uma banda mais de uma vez é isso). Pouco depois de abrir com 21st century digital boy, até chegou a fazer uma brincadeirinha dizendo que tava rolando um show dos scorpions também no mesmo dia aqui em São Paulo, e que nós tinhamos tomado a decisão correta, mas o resto do show foi meio quieto, mas não sei se foi só impressão minha.

Creio que as bandas tem uma sensibilidade quando o público não os conhece tanto, e isso no gas deve ter sido comum por ser festival e pelo público que num geral não conhece tantas músicas da banda. Mas o importante é que estava bonito de acompanhar. Tava aquele clima de festival, tudo aberto, desontraído, com bastante gente, sem muito empurra empurra. Palco mais alto que o normal, deu pra ver a banda sem muito esforço, fiquei perto do palco, e um clima um tanto quanto "amistoso". A roda de bate-cabeça estava muito foda. Estava empolgante de se ver, e caso eu não estivesse me machucado tão feio jogando bola no sábado a tarde, eu teria animado de entrar. Aliás, como foi duro assistir um show como o de sábado, sem movimentar uma das pernas direito. Dica: nunca jogue bola no mesmo dia em que vai ver um show de uma banda punk. A roda tava grande, com aquela agressividade de sempre, mas sem muito doido, tava legal mesmo de ver, parecia algo como o clipe de gotta get away, do offspring.

Como de praxe, tenho de dizer quais músicas valeram o ingresso. E digo sem pensar nem um pouquinho. A walk e punk rock song. Pô, saí indignado da outra vez de não ter ouvido isso ao vivo, mas dessa vez compensou total. Por outro lado, los angeles is burning que eu já tinha ouvido, não tocou, e é com certeza uma das minhas preferidas.

Ainda me impressiono, como a voz de Greg Graffin soa tão bem? É o tipo de banda que você não precisa ser fã pra curtir o show. Basta curtir um bom punk rock, que a noite já está salva.