quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Esportes que nunca ouvi falar - Parte I

A partir de hoje, começamos a série que irá apresentar aqueles esportes mais que estranhos, impopulares ou bizarros em terras brasileiras. Algo que você nunca jogou ou nunca vai jogar. Algo que você nunca viu na televisão e nunca vai ver! Algo que você viu alguma vez, mas entendeu porra alguma.


Hoje, irei falar sobre o
Korfball!


Primeira vez que vi algo sobre o esporte, pensei que era uma galera que queria jogar basquete e não tinha grana pra comparar uma tabela legal. Aí botaram um poste, cortaram um fundo de uma lata de lixo plástica e fizeram a cesta. Mas não é bem assim.

Surgido no Benelux, o Corfball (pode ser escrito com K também) é um esporte único, pois as equipes tem que ser compostas por 50% homens e 50% mulheres! Já foi apresentado duas vezes em Jogos Olímpicos, mas evidentemente, sem sucesso algum!Com 4 homens e 4 mulheres para cada lado numa quadra de 40x20 metros, o objetivo do jogo é arremessar bolas semelhantes com a de futebol, dentro de um cesto plástico. Cada cesta convertida vale um ponto. Como diferencial, podem existir arremessos de todos os lados, incluindo de trás da "linha de fundo", numa quadra muito semelhante com a do basquete (além de todas outras coisas semelhantes). Segue imagem de uma partida desse peculiar esporte:



Então o que tem de diferente do basquete?
Bom, pra quem se sente frustrado em não conseguir fazer aquelas maravilhas que os jogadores da NBA fazem, o Korfball pode ser sua solução!

Como se joga? Picando a bola? Não! Os jogadores NÃO PODEM sair de uma área determinada (defesa / ataque), e não podem caminhar quando se está com a bola! Deve ficar paradinho e passar a bola para um companheiro (a). Ou seja, o time só vai pra frente se tiver passes! NADA de dribles! Maravilha para os excluídos da turma do basquete, porque não conseguem fazer uma finta! Segue um vídeo com umas cenas de partidas:



Enfim, esse é o Corfball.

E no Brasil?
Desde os anos 80 são feitas tentativas quase sempre frustradas de divulgar o esporte por aqui. Possui poucos atletas e nenhum time profissional. A concentração do esporte está no Rio de Janeiro, mas sem sucesso algum, pela dificuldade de divulgação.


Vamos fazer uma análise final do esporte:

Nível de masculinidade pra praticar:



Fazendo um paralelo entre o máximo da masculinidade esportiva, Mike Tyson (além de bater como um boi xucro, já arrancou orelha de adversário e aplicou uns socos na esposa) e o extremo oposto (Diego Hipólito), o Korfball está na escala de 45% de masculinidade. Não há muito contato físico nem agressões violentas. Não tem a marra que o basquete tem, nem a ginga dos jogadores. Porém, leva os 45% por ser um esporte onde se tem tanto homens como mulheres jogando. Então, de forma ou outra, galera sempre tira uma casquinha. Por fim, Corfball definitivamente é um esporte que pode ser praticado por homens, não é algo de grossura e machismo extremo, mas também não é nada para ter perigo de ser chamado de viado! E dá pra fazer umas cestas também, sem auxílio de tabela como no basquete. Muitos créditos pro Corfball!


Nível de popularidade:



Comparando o máximo popular mundial, Michael Jackson e a personalidade mais rejeitada do mundo, o nosso técnico Dunga, o Corfball não chega aos 10% de popularidade mundial. O motivo é simples: Só é conhecido na Holanda e Bélgica. Em outros países, é praticado por descendentes neerlandeses ou alguns poucos que são atraídos para ver que basquete diferente é aquele.


Nível de praticantes:



Quantos praticam esse esporte? Se fossemos comparar com países, China, o mais populoso (1.321.851.888 habs) e Vaticano, o menor (990), sem dúvidas o Corfball não seria maior que a Islândia, com cerca de 300.000 habs.


Nível de dificuldade:



O Corfball é um jogo simples, onde em apenas alguns minutos já é possível aprender e sair jogando. A dificuldade extrema é em conseguir arremessar a bola no cesto de 3,5 metros de altura sem uma tabela pra te auxiliar. Isso que faz a dificuldade ser 12%.




E semana que vem, mais um esporte que você nunca ouviu falar.